sábado, 17 de julho de 2010

O Retorno

Estou de volta, com  corpo e alma renovados, para contar como foi esta minha cirurgia. Vamos retornar à tarde de ontem quando dei entrada no hospital por volta das 14:30 horas. O hospital é o mesmo da vez anterior, Memorial São Francisco, lembrei da sua parte hoteleira quando pedi o Ap 105. Não foi possível, estava ocupado e fiquei a espera da higienzação de outro com tamanho semelhante. Não tinha pressa, afinal a cirurgia estava  marcada para o final da tarde.
Ainda na recepção fui procurado pelo Dr. Miltom, anestesista, muito simpático e prestativo fez as perguntas de praxe, senti segurança. Um pouco depois fui encaminhado para o quarto. O maqueiro era o mesmo do ano passado, estava me sentindo em casa. Logo me veio o modelito, para ser vestido com a abertura para trás - a pior parte, um descuido seria fatal.
Paramentado e envolto num lençol segui numa cadeira de rodas, ao meu lado seguiam Jack, Priscila e Pollyana. Os meus pais não puderam estar presentes. O cortejo foi até a porta do bloco cirúrgico, de onde continuei a pé até a mesa. Os preparativos da equipe, outras perguntas até ser advertido de que a picada seria sentida... e foi mesmo, mas a partir daí não vi mais nada! Ainda bem, não é mesmo?!
Cerca de duas horas depois eu estava de volta e sem a tireóide. Senti frio, calafrio mesmo, que logo foi abrandado com o grosso cobertor oferecido pelo maqueiro. Aos poucos estava tornando e me apercebendo das coisas em minha volta. Pedi pizza, queria matar a fome. Também tinha sede. Deram-me um pingo dágua, ou melhor Jack molhava os meus lábios com uma gaze encharcada. Parecia champanhe.
É na noite que as coisas acontecem. Nem pensava que algo podia ilustrar a de ontem. Mas aconteceu, foi quando veio uma forte vontade de urinar. Pedi o compadre (aparador) e me posicionei para expelir a urina, não era novidade para mim. Durante as quimios usei por muitas vezes. Ontem, ou na madrugada de hoje, não foi bem assim, a minha bexiga não queria trabalhar. Não adiantou muito ouvir a torneira jorrando no banheiro, nem as compressas com água gelada. Estava travado. Temia ter que usar uma sonda e rezei. Pedi socorro a Nossa Senhora de Fátima. E fui atendido. Para o meu conforto tive que chamar por Jack várias vezes o resto da madrugada. Nunca foi tão bm fazer xixi. 
Melhor ainda foi a satisfação de ver o cirurgião com o raiar do sol, falando para eu me levantar e ir pra casa. Sério? Perguntei, satisfeito e surpreso. Nem senti  incômodo do soro, nem a sensação desagradável do curativo feito. Estava ali, de alta médica. Uma receita para ser aviada e a posologia da primeira semana, meia banda do comprimido Puran. 
Agora já estou em casa, revigorando o espírito e aguardando o fechamento de mais um corte crúrgico. Mais uma cicatriz, mais uma etapa na minha vida, mais um motivo para continuar agradecendo a Deus, mais uma postagem e mais uma infinidade de outros mais. Obrigado, fique com Deus! 

2 comentários:

Mãe coragem disse...

Vamos continuar a conversar, nada mudou, algumas lembranças à mais só isso... Deus estava sempre a o seu lado e sempre estará


Um abraço.

Edson Leite disse...

Obrigado, tb me incorporei na torcida do Gabriel. Leu os meus comentários? e a postagem que fiz? Abraços com força e energia.