sábado, 29 de novembro de 2008

A quimioterapia I

Tem um dito popular que diz que as coisas não só acontecem com as outras, pode acontecer conosco também. É consciência popular. Daí o sentimento natural de solidariedade de muita gente. Pode sorte, pode ser um infortúnio qualquer. Nada depende de nós! E tudo tem uma razão de ser!

Quando se trata de abalos na nossa saúde, muitas vezes, incrédulos, nos perguntamos: Por que isso está acontecendo justamente comigo?! Sentimentos de culpa afloram e, outras vezes, apelamos, alegando sermos um bom cristão, tentando uma explicação lógica para o fato. Esquecendo, porém, que tudo tem uma razão de ser!

Comigo, acho que foi justamente isso que aconteceu diante da notícia médica informando-me da necessidade de partir para um tratamento à base da quimioterapia. Esta possibilidade não havia sido dita em nenhum momento do pós-operatório. Por isso, talvez, tenha sido maior o choque. Compreendi, entretanto, que dependia do resultado da biópsia do material que fora retirado do meu estômago, que demorou cerca de trinta dias para ser entregue pelo laboratório. A torcida de todos que me cercam era pelo resultado negativo de qualquer coisa que fosse maligna ao meu organismo.

Finalmente o resultado da biópsia foi entregue e, ante a ansiedade de todos, procuramos decifrar de todos os modos o que ali estava gravado. Mas, somente o médico cirurgião, Dr. Gilson do Vale – em nome de quem saúdo os demais membros da sua equipe, de forma acolhedora, como sempre atende aos seus pacientes, falou da necessidade de encaminhar-me a um médico oncologista.

Naquele momento caiu a ficha. Não ficaria apenas na recuperação da cirurgia, “o meu caso” era maior do que imaginávamos. Era caso de quimioterapia. Logo imaginei que haveria queda de cabelos, perda de peso, e outros efeitos colaterais, até então, visto apenas em pessoas próximas ou em filmes, novelas e em outros enredos. Confesso que nunca me imaginei naquelas situações, acho que é natural, uma espécie de defesa da mente, não sei!

Entretanto, a constatação da realidade não me abalou, claro que lá bem no íntimo pode ter mexido com os meus nervos. Mas, encarei os fatos e de imediato estava com a primeira consulta marcada com o oncologista. Não precisei consultar nomes de especialistas, aceitei de pronto a indicação inicial que recebi. Afinal, eu estou nas mãos de Deus. O profissional é o instrumento, o norte a ser seguido. A cura é divina, quando se acredita nela. E eu acredito que estou curado, basta apenas seguir as orientações e ter paciência, perseverar em Cristo. Assim agindo estarei fazendo a parte que me cabe para ajudar no tratamento. Alguma coisa eu tenho que fazer, não?!

O fato não pode ser visto como castigo de Deus, mas como elevação espiritual, que certamente trará a felicidade, sentimento que deve perdurar sempre na nossa vida. Viemos para esta vida para sermos felizes, percalços existem, nessa busca pela felicidade – mas são superados na Fé em Cristo!

Amanhã continuarei...

Um comentário:

Anamir disse...

Amado!! Muita coragem e compaixão sua montar esse testemunho de sua vida!!
Te convido para fazer parte de nossa comunidade!! http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=53868932
Fique na paz!!!! Deus te abençoe!!!