quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Profissão:ativo!


Imagem baixada na Internet
 Estou de volta, desta feita quero compatilhar o momento atual que estou vivenciando no meu trabalho. Normalmente as pessoas em situação de saúde na qual nos encontramos, outras em até melhores condições, preferem se afastar do trabalho e recorrem a uma aposentadoria por invalidez. Condição que não considero para mim, pelo menos agora. Sou servidor federal, cedido ao SUS, lotado na Secretaria de Saúde do meu município, desempenhando as minhas atividades laborativas observando, obviamente, as minhas limitações físicas. Para isso conto com a compreensão dos meus superiores e daqueles que trabalham diretamente comigo, naqueles momentos de debilidade ou quando que tenho de me afastar para a sessão da quimioterapia.
Sinto-me muito bem e confesso que estou, neste momento, no meu melhor momento profissional. Posso dizer que é grande o desafio de continuar labutando e que vale a pena qualquer sacrifício da minha parte. Gosto do que faço e das pessoas com quem trabalho no dia-a-dia. Assim como sou cuidado em casa pelos meus entes queridos, sinto também que estou sendo cuidado pelos meus colegas e colaboradores no trabalho. Para citar um exemplo, tem uma pessoa que estar sempre perguntando se já bebi a água, se quero outro copo e lá me vem com um copo cheio dágua. Assim como essa pessoa, muitas outras demonstram preocupação com o meu estado de saúde. Por mais que eu agradeça a todos, só aumenta a minha dívida de reconhecimento por estes gestos de carinho e de afeto a minha pessoa. Deus sabe das coisas e tudo ver, certamente, estar colocando créditos na linha da vida de cada um. São créditos para serem usados em todas ocasiões e sem limites de tempo.
Então, o trabalho, além de dignificar a pessoa, contribui para impulsionar a vida do indivíduo, mesmo que lhe pareça difícil continuar no batente. O importante é continuar na ativa, considerando-se útil e contribuindo para o bem estar comum de todos que dependem do seu trabalho.
Outro dia fui à um órgão da Receita Federal e constatei uma servidora portadora do Mal de Parkinson trabalhando no atendimento ao público, percebi que aquela pessoa estava fazendo exatamente o que deveria ser feito por muita gente: dar continuidade à vida, mesmo que com limitações. Sabemos que existem muitos servidores públicos que, sem nenhuma razão, são inoperantes ou trabalham a passo de tartaruga, talvez, estes devessem estar aposentados por inservidez! Um brinde à saúde de todos! Fiquem com Deus. 

4 comentários:

Karina - Frei-Sein disse...

Meu amigo primeiramente PARABÉNS... Você é expecional!!
Sinto muita falta do meu emprego também... Infelizmente eu trabalho em um hospital dentro de uma CTI onde existem muitas infecções e bacterias, por isso a instituição não me permite a voltar a trabalhar nesse momento!! Chorei muito quando precisei me afastar pelo INSS, o médico do trabalho disse que eu era a primeira pessoa a afastar pelo INSS que chorava e achava ruim... MAs em 6 anos de empresa eu nunca tinha tido uma falta ou atraso sequer... Hoje realizo trabalhos voluntários, ministro palestras para gestante e ajudo a confeccionar enxovais fora do ambiente hospitalar, pois uma mente ocupada é uma mente sádia!!
Espero que fevereiro do ano que vem (data que termina meu afastamento pelo INSS) eu possa voltar ao meu trabalho, pois eu nem posso imaginar me aposentar aos 26anos!! rsrs...
Beijos meu amigo!!

Lucia Lombardi disse...

Isso ai meu amigo...o choro pode vir uma noite, mas a alegria vem pela manha.E o nosso pudim de mel com jiló.Isso ai vai em frente, trabalhe, curta, e tenha muita, mas muita fé, porque ela traz a apz, nos leva a presença de Deus e nos cura!Um beijao para voce e toda a sua familia. Lucia

minoia disse...

Olá Edson!
Como diz Karina, você é excepcional!!! Tive um susto quando a médica me disse que eu poderia me aposentar se quisesse. Nunca me imaginei aposentada. É isso que você tem que fazer: se ocupar com uma alguma coisa que você goste. Essa idéia do blog foi genial; é uma maneira de você se distrair quando não estiver trabalhando.
Estive ontem na confraternização de natal do SINDSPREV, aqui em Campina. Encontrei Bichara, que faziam 05 ou 06 anos que não o via. Edson, fazem mais de 10 anos que não nos vemos. Será que vais me conhecer, quando nos encontrarmos? porque eu vou aí, viu! lhe avisarei com antecedência. Xêro bem grande!
Magui

Edson Leite disse...

Karina, vc certamente voltará ao seu posto de trabalho e continuará a desempenhar as suas tarefas, do jeito que sempre gostou de fazer. Evito a ida a qualquer unidade de saúde para evitar riscos de contaminação, o meu trabalho é na parte administrativa e assim tocamos o trabalho. Nada de excepcional, assiim como nós outros, faço a minha parte no teatro da vida.
Lúcia, minha amiga, obrigado pelas suas palavras de conforto e de carinho, sabemos que Deus está conosco e isso nos basta.
Magnólia, não esqueci da sua pretensão de vir à capital e cá estamos a lhe esperar. Apesar do tempo (nem precisava ter sido tão exata!) acho que não precisará usar algum truque para ser reconhecida, tenho ainda a sua imagem gravada em uma das gavetinhas chamada memória.
Um bom final de semana para todos nós, bjs no coração! Amém.