domingo, 15 de novembro de 2009

Estou bem, obrigado!

O meu blog ultimamente tem assumido, sem nenhuma pretensão, um caráter diferente de um diário pessoal. É que os fatos recentes da minha vida, do meu tratamento, tiveram desdobramentos e estavam ainda em fase de alguns encaminhamentos. Mas, retomo nesse momento para a manutenção de um perfil mais pessoal. O nascimento do blog se confunde com o meu renascimento, aconteceram na mesma época e guardam entre si dois meses de diferença. Nesta semana este blog completará o seu primeiro ano.
Como disse acima o meu tratamento teve desdobramento importante que, de certa forma, trouxe inquietude e um pouco de preocupação para mim. O último PET - tomografia por emissão de pósitrons - deixou evidente o comprometimento de dois outros segmentos do fígado, confirmou novamente o nódulo na tireóide e sinalizou para pequenos nódulos nos pulmões.
Costumo dizer que para um bom entendedor meia palavra basta... e foi essa meia palavra, dita pelo meu oncologista, quando encaminhou-me novamente para um cirurgião geral dando conta de que os tumores pareciam estar ganhando resistência à quimioterapia o suficiente para cair a ficha novamente para a realidade do meu caso. É a minha vida que está sendo tratada, não é um enxerto de pele, uma necessidade de fazer um tratamento de canal para não perder um dente ou uma colocação de uma prótese estética qualquer.
Somos os únicos animais dotados de consciência e podemos perceber e extrair conhecimentos do que se passa ao nosso redor. E dentre nós, há aqueles que percebem as coisas de forma mais célere que outros, não que estes sejam menos capacitados, talvez seja por vontade própria para evitar o sofrimento quando chegamos a saber de algo que não nos faz gosto. Posso dizer que estou dentro do grupo que prefere a verdade, mesmo que esta faça doer!
Quando me perguntam como estou passando, continuo respondendo: Estou bem, obrigado! Porque é verdade, continuo sentindo-me bem a cada instante. A cada novidade que chega, porque logo ela passa e deixa de ser novidade para dar lugar a outro fato novo. Nada nesta vida é duradouro. Entretanto, um minuto pode parecer uma eternidade quando estamos angustiados e pode ser ainda mais desgastante para o nosso organismo alimentar o relógio da eternidade.
Se é verdade que o câncer parece está ficando resistente, é verdade também a minha resistência física aos danos que ele está me causando, dentro de mim. Que fique ali dentro, não permitirei a sua exteriorização. É o que ganhando de Deus, o conforto e a esperança de que tudo irá acabar bem... O acabar bem é relativo e devemos ter a consciência disso. O que é afinal o significado dessa expressão que costumamos dizer ou ouvir tanto?
Acredito que qualquer doença tem o poder de mexer com as pessoas, seja o paciente ou seu(s) acompanhante(s), alterar o seu metabolismo e este alterado contribui para o avanço de certas doenças a que estamos suscetíveis - são esses riscos a que estamos expostos pelo simples fato da nossa existência. Ninguém veio imune ao fim da vida, chegaremos lá num dia qualquer - uns mais cedo que outros, mas todos nós chegaremos lá. O que importa é como tratar isso, como encarar um fato que é real e principalmente, quando por instinto, julgamos que está ficando próximo demais.
Uma das coisas que precisamos assimilar é que estamos esgotando as possibilidades, estamos tentando com os meios disponíveis - e até com os meios que a providência divina tem feito. Recordo-me das palavras da médica num Hospital do Câncer em Natal-RN, ao ver os meus exames e saber do tratamento a que vinha sendo submetido, foi taxativa: "se o senhor não tivesse feito essas quimios, talvez o senhor não estivesse mais aqui hoje." Importante o que ela disse e serve para uma reflexão acerca da quimioterapia, é um tratamento que deve ser encarado sem medo para vencer todas as reações; mesmo que ao final você escute do seu médico que ela não está fazendo o efeito esperado... Ora, durante todo o tratamento pedimos que ela acabe logo... e agora, parece que queremos que ela aja dentro de nós! Parece um contracenso, não estamos sabendo o que queremos?
Eu respondo por mim. Os meus pedidos constantes a Deus têm sido pela sua misericórdia, pela sua orientação direta aos médicos que estão me acompanhando. A todo momento agradeço pelo dia vencido, afinal a sua obra ainda não acabou. Fiquem com Deus!

Proclamação da República


O dia 15 de novembro entrou no calendário cívico do nosso país como um marco divisor político, no ano de 1889. Naquele dia a bravura de um Marechal, chamado de Deodoro da Fonseca, foi o responsável pela criação da República do Brasil. De lá para cá muita coisa mudou. Será mesmo?!
O país passou da condição de Império para ver surgir uma República Federativa... em busca de acabar com os vícios administrados pela corte do imperador. Será que a corte de fato acabou? Será que todos os reis ficaram mesmo no passado? Reconheço que houve avanço significativo na vida da maioria, a ponto de afirmar que não fosse aquele ato eu não estaria aqui dando a minha opinião acerca do continuismo de certas condições de vida de algumas pessoas.
Se não vejamos: os grandes latifúndios continuam existindo... grandes criadores de gado consumindo a mata para transformar em pastos... concentração de riqueza material nas mãos da minoria da população... e por ai vai!
Hoje vasculhei a internet em busca de algum matéria sobre esta data de hoje, fiquei pasmo. Não encontrei nada, nenhuma linha escrita - pode até ter sido publicado algo por aí, mas não encontrei nada. Claro que para pesquisas acadêmicas sobre o fato em si tem muitos sites com diversos conteúdos, mas com a data de hoje não vi nada.
Acabei de encontrar alguma coisa publicada recentemente, foi no último dia 13, uma mulher postou num blog alegando que "um tal Marechal Deodoro da Fonseca deu um golpe militar pacífico e depôs o Imperador Dom Pedro I." Respeito a visão de cada um, mas discordo da forma como está colocada a opinião dessa internauta. A começar pela expressão que me parece um modo chulo de tratamento "um tal" - usado muitas vezes com desdém ou ironia, quando o feito eleva a pessoa do Deodoro a uma posição de respeito entre os seus pares e perante o resto do povo brasileiro, ato digno de entrar para a posteridade como de fato entrou. Faz parte da História do Brasil e um povo é forte enquanto pode conhecer a sua história, a sua origem, para evitar ou corrigir os erros que foram praticados e perpetuar o que é de útil e bom para a nação.
A prática do civismo infelizmente continua associada ao regime militar... o povo teme expressar o amor que devemos ter pelos nossos símbolos.
Só para lembrar a todos, ressalto que a nossa bandeira nacional atual - que tanto é exigida durante as copas de futebol e nas vitórias nos esportes - é fruto daquele ato. Toda a simbologia ali existente decorre da mudança que ocorreu há 120 anos. Farei comentários no dia consagrado a esta flâmula maior de uma nação. Aguardem.
Fiquem com Deus!

sábado, 14 de novembro de 2009

Dia do Professor



Esqueci de tecer comentários na passagem do Dia do Professor - 15 de Outubro, o que passo a fazer agora. Todos nós sabemos da importância desse profissional no seio de qualquer comunidade. No passado era mais respeitado, apesar de nunca ter tido devido reconhecimento. Digo isso por ter passado pela experiência gratificante do convívio em salas de aulas durante quase uma década.
Iniciei a minha carreira no magistério de uma forma interessante. São coisas que ficam gravadas para sempre na nossa mente e às vezes passam como um filme. E como toda história tem começo, meio e fim. Essa também teve.
Nos idos dos anos setenta retornei para João Pessoa, na condição de ex-aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, tendo saído por jubilamento – tendo perdido, assim, dois primeiros anos de estudo do 2º Grau. Naquela escola, localizada na cidade de Campinas-SP, eu estava separado da família por milhares de quilômetros, a saudade suplantava qualquer esforço para a concentração nos estudos e o resultado eram as repetidas notas baixas. Eu não conseguia superar a vontade de voltar para casa, para junto dos meus pais e irmãos. Eu tinha naquela época pouco mais de quinze anos de idade, era um menino ainda. Tudo era diferente de hoje: não tínhamos celular, nem mesmo telefone fixo que certamente amenizaria o banzo que eu sentia; viajar somente seria possível de avião para vencer a grande distância e não existia a TAM nem a GOL com as suas promoções de hoje...
No meu retorno fui repetir, pela terceira vez, o primeiro ano e matriculei-me num colégio estadual da cidade. Quando cheguei, as aulas já haviam iniciado há quase um mês, e na condição de repetente não seria difícil acompanhar a turma. Dito e certo, ao invés de dificuldades, tornei-me um dos melhores alunos do colégio – com destaque para a disciplina que mais me perseguiu naquele passado próximo: a matemática. Passei a dar aulas particulares para alunos das séries anteriores, tendo iniciado com o filho de uma então professora minha. Logo o número de alunos cresceu e o meu interesse pela matéria foi aumentando. Dois anos depois, ainda cursando o terceiro ano do segundo grau, surgiu uma chance de entrar numa sala de aula na condição de professor substituto para lecionar matemática nas turmas de 5ª a 8ª séries. E mais uma outra disciplina: desenho geométrico. Sem dúvida, foi um grande desafio.
O contrato era para substituir um professor, amigo meu, durante um período de quarenta e cinco dias – no qual ele estaria engajado em outras atividades acadêmicas. Tamanho foi o meu empenho nessa árdua tarefa do ensino que acabei ganhando a vaga por mais três anos seguidos... Mudei de escola, a convite do mesmo amigo Giovanne, para assumir turmas de 7ª série. Nesse ínterim, já na qualidade de professor de matemática, prestei meu primeiro vestibular na Universidade Federal da Paraíba, com aprovação para Bacharel em Matemática – não poderia ser outro curso, era até uma questão moral conquistar aquela aprovação e o fiz com louvor. Mais uma vez deixei evidenciado que o problema não era de assimilação da matéria! Ao mesmo tempo em que cursava Matemática, tinha que, no outro expediente, executar a tarefa de Professor – e fazia ambas com muita dedicação, amor e responsabilidade. Na faculdade, quando era comum a repetição de matérias por vários semestres, encarei o desafio de fazer diferente, e juntamente com outros três colegas de turma, íamos vencendo os bichos de uma só tacada. As disciplinas iam sendo vencidas a medida que íamos tendo acesso a elas, os semestres iam, assim, sendo vencidos um a um. Certamente eu teria me graduado em Matemática, mas os ventos sopraram em outra direção. Obtive aprovação em concurso público nacional, promovido pelo antigo DASP, e acabei ingressando no quadro do extinto INAMPS (hoje absorvidos pelo Ministério da Saúde). Diante da nova realidade profissional, passei a trabalhar nos dois expedientes e obrigatoriamente deixar a faculdade que funcionava somente durante o dia. Assumi o emprego público no mês de setembro de 1982 e naquele mesmo ano prestei meu segundo vestibular, dessa vez para o curso de Economia, tendo sido novamente aprovado para a mesma universidade e passei a ser aluno no período noturno. Escolhi este novo curso pensando na possibilidade de crescimento dentro do Instituto, por meio da ascensão funcional para nível superior – que nunca tive a oportunidade de ver! Com o advento da Constituição de 1988 foi extinta esta possibilidade de crescimento para o servidor público.
Voltemos ao tempo de professor. Foram anos de muita dedicação, cada movimento era um flash – para plagiar a personagem vivida por Mara Manzan. Foi muito bom viver todos aqueles momentos, quando havia respeito mútuo. O professor passava a sua matéria e o aluno estudava e seguia as orientações que recebia, tanto dos professores quanto dos auxiliares de disciplina da escola.
Aos poucos, porém, eu presentia que as coisas não continuariam assim por muito tempo. Algo de novo estava por vir. E hoje eu sei que realmente muitas coisas mudaram e ser professor é cada vez mais desgastante, tem sido uma tarefa mais espinhosa para aqueles que desempenham de verdade este papel de suma importância. Para os menos compromissados não tem diferença alguma, tanto faz como tanto fez – no dito popular.
O meu afastamento das salas de aula foi providência divina. Aconteceu no tempo certo. Acompanhando os noticiários e depoimentos dos que hoje labutam na área do magistério percebemos as mudanças; parece que quebraram o velho respeito e o afrontamento passou a ser uma ferramenta corriqueira na vida de muitos estudantes. Eu diria que houve uma inversão em todos os números de avaliação se pudermos compará-los! Em razão disso tudo, podemos dizer que o exercício do magistério passou a ser uma atividade de muito mais valor – não digo de mais valia, pela falta do reconhecimento oficial. Claro que muitos profissionais do futuro vão continuar passando por todo esse processo de aprendizado, assim como foi para os que estão exercendo hoje as mais diversas atividades. Falo nesse momento é das dificuldades de ser um professor atuante e compromissado com a formação do aluno.
Os professores de hoje são muito mais heróis do que fomos nós do passado, hoje precisam disputar com todas as parafernálias modernas – celulares, i-podes, notebook, mp4, 11, 12... sei lá quantos mais, que distraem e abstraem os pensamentos do alunado.
Aos professores contemporâneos dedico este desabafo saudoso, aos professores atuais desejo muita sorte! Fiquem todos com Deus!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sexta-feira 13

Hoje é um dia místico para muita gente. Lendas e superstições enchem a mente de muita gente. São crendices remotas que continuam permeiando no campo da imaginação humana. Há controvérsias no significado dessa data, algumas pessoas associam a fatos desagradáveis que chamam de "má sorte" - o que para outro grupo de pessoas é justamente o contrário, dia de muita sorte.
Esta data de hoje passou para as telas do cinema como título de um filme: "Sexta-feira 13" em cujo enredo trazia muitas mortes provocadas por um assassino doente, o filme fez tanto sucesso que acabou gerando uma série na qual a morte estava em primeiro plano. Tudo para valorizar a crendice enraigada na mente popular.
Claro que o cinema apenas utilizou a data como pano de fundo para a sua trama. Vem de muito mais além as explicações para dar esse significado de magia negativa ao binário Sexta-feira, 13. Dando uma googlada encontrei milhares de sites alusivos ao tema, encontrei um site que ainda encontra-se em construção, cujo título corresponde ao que chamamos de domínio com terminação comercial
http://www.sextafeira13.com.br/. Como disse, encontra-se sem conteúdo, pois está em construção! Filtrando o que encontrei, fiz meu resumo para ilustrar este post temático.
Sendo um binário, trataremos um por vez para chegarmos a sua combinação ao final. A associação do número 13 a momentos de infortúnio tem a sua origem no mundo pagão, apesar de muitos pensarem ter cunho religioso cristão. Ele remonta a duas lendas da mitologia nórdica.
"De acordo com a primeira delas, houve no Valhalla, a morada dos deuses nórdicos, um banquete para o qual 12 divindades foram convidadas. Loki, deus do fogo, ficou enciumado por não ter sido chamado e armou uma cilada: ludibriou um deus cego para que este ferisse acidentalmente o deus solar Baldur, que era o favorito de seu pai, Odin, o deus dos deuses. Daí surgiu a idéia de que reunir 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa."
"A associação com a sexta-feira vem da Escandinávia e refere-se a Frigga, a deusa da fertilidade e do amor. Quando as tribos nórdicas e alemãs foram obrigadas a se converter ao cristianismo, a lenda transformou Frigga em bruxa, exilada no alto de uma montanha. Dizia-se que, para se vingar, ela se reunia todas as sextas-feiras com outras 11 bruxas e o demônio, num total de 13 entes, para rogar pragas sobre os humanos. Isso serviu para incitar a raiva e a animosidade das pessoas contra Frigga, embora nem sequer existissem figuras malignas como o Diabo nessas culturas. Como a sexta-feira era um dia consagrado à deusa e, portanto, ao feminino, o advento do patriarcado fez com que esse dia fosse o escolhido para ser um dia amaldiçoado, como tudo o que dizia respeito às mulheres - a menstruação, as formas arredondadas, a magia, o humor cíclico, o pensamento não-linear etc."
"A Última Ceia, portanto, é uma posterior releitura dos mitos originais, onde havia 13 à mesa, às vésperas da crucificação de Jesus, que ocorreu em uma sexta-feira. O 13º convidado teria sido o traidor causador da morte de Jesus, exatamente como Loki foi o causador da morte do filho de deus. A idéia do 13 como um indício de má sorte surge da concepção que o judaico-cristianismo tem da morte, que não é, necessariamente, a idéia que Jesus teria tido. Especula-se, inclusive, que Jesus, sendo um sábio iniciado, possa ter estipulado o número de pessoas à mesa em 13 precisamente por causa da magia do número. Nas cartas do tarô, o Arcano 13 é a carta da morte, até por uma possível associação com as letras hebraicas. Estudiosos da prática interpretam a carta como um sinal de mudanças de pontos de vista, de formas de viver, e profundas transformações internas e externas. Mesmo quando se refere à morte física, na concepção religiosa, esta não representa um fim em si mesma, afinal os povos antigos viam a morte como transmutação, uma passagem para outro mundo ou plano de existência, em geral com uma conotação evolutiva. Por esse motivo, as tradições de magia ocidental, como a Wicca (bruxaria moderna), sugerem o número de 13 participantes em rituais."
Curiosamente encontramos várias situações que denotam a força dessa crendice ainda no nosso tempo, como o pulo do número 13 na relação de quartos de hotéis, de andares de edifícios, etc... e outros evitam participar de jantar quando são 13 os convidados... ou participar de eventos na data de hoje.
Entretanto, opond0-se a tudo isso há aquelas pessoas que vão na contramão dessa teoria negativista e acreditam na teoria positivista, fazendo crer que trata-se de um dia abençoado, de um dia de muita sorte. Eu acredito nos bons fluídos e na sorte que ela pode trazer. Passar por mais uma sexta-feira é, sem dúvida, mais uma batalha vencida - um dia a mais que vivenciamos.
Ressaltando o fato da Última Ceia Santa ter sido composta por 13 pessoas e que ali foi o marco inicial da transformação do comportamento humano, só me resta continuar acreditando que a Sexta-feira 13 não tem nada de negativo.
Boa sexta-feira para vocês. Fiquem com Deus!
PS.: O texto colocado entre aspas foi extraído do site http://www.unificado.com.br/calendario/05/sexta_feira13.htm

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Coisa de Deus

Tenho notado que a minha vida, a nossa vida - pois não vivemos isolados - tem muita semelhança com os enredos contados nos folhetins. Muitas vezes acontecem fatos que causam admiração e nos remetem à reflexão - terá sido mera coincidência ou está seguindo, como nas novelas, o script inicial?! Antes de dormir ontem vi passar na minha mente o resumo do "capítulo" que foi vivenciado ao longo do dia... "Edson e Jack acordaram cedo e foram em busca de oração. Edson deixou Jack em casa e saiu para mandar consertar o carro na oficina mecânica. Edson recebeu a visita de Pollyana e Geronice que contaram as novidades sobre a evolução da pequena Ana Vitória. Priscila visita Edson antes de ir para a faculdade, falam da festa de aniversário da Ana Vitória e do seu batizado. Edson comenta sobre a realização da ressonância magnética e da necessidade de entregar o resultado no dia seguinte ao médico. Edson vai visitar os seus pais e fica sabendo que o pai dele foi sozinho fazer exame de sangue e o censura por isso. Na volta pra casa vai até a faculdade e entrega a Priscila as fraldas para Ana Vitória. Edson vai dormir pensando no resultado da ressonância magnética que irá pegar no laboratório no dia seguinte."
Se tivesse sido publicado em alguma revista ou jornal na seção Resumo das Novelas, não teria sido muito diferente.
Assim como este resumo de ontem, muitos outros fazem parte da grande novela - sem considerá-la como sinônimo de problema - que é a minha vida. Mas, não tem sido meras coincidências os grandes momentos que ficaram marcados. E olha que não foram poucos! Alguns já esquecidos, outros mais fortes que ainda não foram apagados e os que estão ocorrendo atualmente. É sobre estas coisitas de agora que abro destaque, dizendo que na verdade são coisas de Deus - grande obra Dele, afinal somos frutos da sua criação.
Para falar de hoje preciso retornar para a última sexta-feira, usarei a forma de resumo da mesma forma que acima. Para relembrar, era sexta-feira, dia 06. "Edson acorda cedo e vai trabalhar, tem processos para despachar. Roseana conversa com Edson e fica sabendo da possibilidade da cirurgia hepática e então sugere uma consulta com cirurgião especialista em fígado. Maura telefona para Edson e confirma consulta para aquele mesmo dia com o Dr. Cássio Virgilio. Edson retorna para casa e prepara todos os resultados dos exames por imagens realizados para mostrar ao médico no final da tarde. Edson sai com Jack ao encontra do Dr. Cássio e mostra-lhe o que tem e este requisita uma ressonância magnética. Edson marca o exame para a segunda-feira."
Até ai tudo bem, mas cadê as coincidências?! Passemos para o capítulo da segunda-feira, registrando que os de sábado e domingo foram sem alterações. "Edson passa a manhã em casa, navegando na internet, almoça no meio da manhã para então guardar jejum até a realização do exame. Priscila telefona para Edson e pergunta se ele quer companhia para ir à clínica na hora do exame. Edson vai sozinho fazer exame. Em casa, Edson atualiza o seu blog."
Já no capítulo de terça-feira, temos: "Edson vai trabalhar e recebe telefonema de Maura avisando que Dr Cássio quer o resultado da ressonância magnética o quanto antes para levá-lo a debate durante o Congresso Médico. Edson telefona para o Dr. Cássio e fala que fez a ressonância e combina entregar o resultado na secretaria do congresso."
Eis ai a grande "coincidência" da vida: o médico que passou a cuidar do meu caso está nesse momento participando e presidindo o Congresso do Capítulo Brasileiro da Sociedade Internacional de Cirurgia de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares, evento que acontece de forma bienal e intercalado com o Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Cirurgia de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares, que acontece aqui na cidade de João Pessoa-PB, de 12 a 14 de novembro. É o principal evento brasileiro nesta área e não poderia está acontecendo em melhor momento e exatamente bem perto da minha casa. Realmente Deus é grande, não se trata de coincidências e sim da Sua obra.
Por isso justifica-se a minha serenidade durante todo esse processo, a confiança que tenho encontra reforço na esperança que venho alimentando e a certeza de que tudo tem o seu tempo. Basta acreditar. Fiquem com Deus!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Câncer de Pulmão

"Exame de urina ajuda a identificar fumantes sob risco de câncer pulmonar

Um simples teste de urina pode indicar quais são os fumantes sob maior risco de desenvolver câncer de pulmão, diz o Dr. Jian-Min Yuan, da universidade de Minnesota (Estados Unidos). Embora o tabagismo pesado seja um importante fator de risco para o câncer de pulmão, sabemos que apenas um entre cada 10 indivíduos tabagistas severos desenvolvem a doença. Um total de 18.244 homens da cidade de Shangai (com idades entre 45 e 64 anos), foram avaliados entre 1986 e 1989. Um outro grupo de 63.257 homens de Singapura (com idades entre 45 e 74 anos), também foram avaliados e incluídos no mesmo estudo, entre os anos de 1993 e 1999. No início do estudo, amostras de urina e de sangue foram coletadas e estocadas. Durante o acompanhamento, 246 indivíduos pertencentes a estes dois grupos desenvolveram câncer de pulmão. Os dados e exames destes indivíduos foram comparados com um grupo de 245 indivíduos que não desenvolveram câncer de pulmão (grupo de controles). Nas amostras de urina foram pesquisadas a cotinina (um derivado na nicotina) e uma substância carcinogênica, chamada de NNAL (4-methylnitrosamino-1-3-pyridyl-1-butanol). Os pacientes que apresentavam níveis mais elevados de cotinina na urina (traduzindo tabagismo mais pesado) e da substância carcinogênica NNAL, quando comparados com aqueles portadores de níveis menores destas substâncias, apresentavam um risco de desenvolvimento de câncer de pulmão 5 a 8 vezes maior ao longo do tempo. Fonte:American Association for Cancer Research(2009)."

Fonte: http://www.portalsaude.org/
Escrito por Portal Saúde - Quinta-feira, 09 de julho de 2009.

A reportagem acima poderá despertar no fumante a necessidade de procurar um médico clínico geral para checar o nível dessas substâncias cancerígenas no seu organismo. O bom mesmo é deixar essa condição de fumante, abandonando definitivamente o hábito de fumar que já desagrada a um grande número de pessoas. Aos poucos muita gente está conseguindo deixar esse vício para trás.
Sei que para muitas pessoas não é fácil parar de fumar; porém, não é impossível para a maioria que hoje pode testemunhar que foi usuário de cigarro, uma droga perniciosa à saúde e que para muitos tinha toda uma simbologia, como status, liberdade e coisas assim.
Parar de fumar só depende de decisão, querer é poder! Há oito anos deixei e não sinto falta. Aliás, o cheiro tornou-se desagradável e repugnante. O segredo para deixar?! Nessa hora vale pensar como um ser materialista... lembrar que está "queimando" dinheiro vivo que poderia está sendo investido ou gastado com coisas duradouras... se não, pense na própria saúde. Argumento utilizado universalmente, na verdade o maior motivo para abandonar o vício do cigarro.
Desejo sorte a quem está nessa peleja e que a Luz Divina o ilumine no caminho da volta. Fiquem com Deus.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Por dentro dos exames. Ressonância magnética.

Ao longo do último ano fui submetido a diversos exames para diagnóstico terapia. Desde os mais rotineiros, como sumário de urina, hemograma aos mais complexos exames por imagem; como tomografia computadorizada, ressonância magnética e o PET Scan (este considerado o mais avançado para auxiliar no tratamento de combate ao câncer).
Falarei nesse post dos exames por imagem. Todos são muito semelhantes entre si, os equipamentos utilizados têm a mesma aparência, porém, cada um guarda as suas diferenças. A maioria dos médicos inicia solicitando a tomografia, depois a ressonância magnética e por último o PET Scan. Aqui abro um parêntese para dizer que foi através do PET que ficou evidenciado um nódulo na minha tireóide, quando estávamos avaliando a evolução do tumor no fígado...
Ontem realizei uma ressonância magnética do abdômen total. Assim como outros exames a ressonância exige todo um preparativo para a sua realização. O paciente deve guardar jejum por quatro horas e não deve portar metais durante o exame, um longo questionário foi respondido previamente. Foi colocado um acesso à veia para inserção do contraste antes de entrar na sala do exame. Tentaram fazer eu usar um desses modelitos de hospital, que nos deixam muito para baixo, mas como sou macaco velho fui prevenido com uma calça sem ziper e sem botões de metal, escapei do mico do ano passado - quando tive que me vestir a caráter! Aquilo foi um mico que não pagarei mais.
Na sala do exame, fiquei deitado com os braços para trás e acima da cabeça, apoiados sobre a cama. Foram amarrados coletes de proteção em cima da minha barriga e o exame, no meu caso, de abdômen total, iniciou pela parte baixa – a pélvica, sem contraste. Foram postos protetores nos dois ouvidos para minimizar o barulho estridente do equipamento e um sinalizador em uma das mãos para usar em caso de alguma necessidade de comunicação com os técnicos – que ficam em outro ambiente no comando do equipamento, separados por uma parede de vidro. Foram ditas algumas instruções complementares do tipo “não se mexa” (ou não se bula), “prender a respiração” (ou parar de respirar) quando solicitado. E estava eu, pronto para o exame.
Como disse acima, iniciou-se pela pélvica e sem contraste. A cama vai sendo puxada para dentro do túnel e a sensação não é ruim, nada de desconforto – o tubo no qual eu estava entrando é feito de material plástico de cor clara, muito parecido com o revestimento dos aviões modernos. Lembrei-me das vezes que estava dentro de uma aeronave... Primeiro os pés, depois o resto do corpo até a cabeça, diferentemente do PET que começa pela cabeça da gente. Nessa fase não é necessário prender a respiração, creio que essa sessão tenha durado uns dez minutos. Tudo muito bem... Os braços pareciam confortados, o frio da sala não chegava a incomodar.
Logo apareceu a técnica responsável para mudar a posição dos coletes, direcionando-os para cima, para mais próximo dos peitos. Ai sim, a orientação para prender a respiração quando for solicitado. Outros dez minutos, ouvindo a barulheira da máquina, o pedido para prender a respiração (por vinte e nove segundos) quando o som da batedeira parecia aumentar... a minha máquina fotográfica não fazia tanto barulho assim! Pelo esforço feito para suspender a ação dos pulmões (sim, são dois) – um querendo ser melhor que outro, acho que o esquerdo pensava que o direito estava com preguiça e se esforçava para aumentar a tarefa de levar oxigênio ao organismo e vice-versa. E eu, tadinho de mim, tentando obedecer aquela moça que tinha me espetado antes. Foram longos dez minutos nessa agonia... até ouvir a voz perto de mim ao mesmo tempo que senti uma pegada no meu bracinho que estava com um acesso encravado na veia (não era na véia). Era ela, a técnica, que estava injetando alguma coisa... era o contraste, pensei! E repetimos os mesmos procedimentos para os dois hemisférios do abdômen (o de cima e o de baixo).
Os braços passaram a incomodar um pouco, ao contrário da história do passarinho que dizia que não estava sentindo as asinhas, nem as perninhas, nem nada... eu ali, estava sentindo o peso dos dois braços e calculava ser perto de uma tonelada, apesar de que eles não estão pesando nem um quilo cada um. Ao fim do exame um longo e tenebroso silêncio, depois de quase uma hora de barulheira ensurdecedora. Muito cuidado para me movimentar novamente, parecia que estava empenado e precisava fazer os ossos e os músculos aprenderem a obedecer o comando de ficar em pé novamente. Era hora de voltar pra casa. Enfim, foi assim a minha experiência com mais um exame de imagem. Fiquem com Deus.