Prevenir é sempre o melhor remédio! Partindo dessa premissa, muitas doenças poderiam ser evitadas ou terem seus efeitos diminuídos quando tomadas algumas medidas de precaução. Confesso que submestimei a gastrite que foi dignosticada na metade da década de noventa. Não acreditei nas consequências nefastas dessa doença e acabou acontecendo, ou seja, a sua evolução para o estágio de câncer. Se para mim não adianta mais as lamentações, fica a experiência que tenho procurado compartilhar e quiçár provocar nas pessoas o sentimento de alerta e a certeza de que devemos evitar os excessos.
Hoje fui ao médico gastroenterologista para a consulta de rotina. Ouvi com muita atenção a todas as suas recomendações e comentários acerca do câncer de estômago. Foi dito que estudos comprovam que as pessoas deveriam evitar o consumo excessivo de alimentos enlatados, sal, água de poço, frituras e tantos outros condimentos. É sem dúvida uma tarefa muito dificil para a atualidade, porém não é impossível. Devemos estar sempre nos policiando diante de tantas situações chamativas.
A vida não pode se transformar num suplício em decorrência de acontecimentos em nossa volta, o que importa é evitar os excessos. Naturalmente tem coisa que mesmo em dose mínima é o suficiente para provocar um estrago grande, então estas devem passar longe se queremos melhorar a qualidade de vida que temos. Enfim, poderia ficar aqui escrevendo inúmeras páginas pois o assunto é muito vasto, entretanto encerro por aqui deixando a mensagem de que o importante mesmo é a prevenção de forma saudável - sem nenhuma paranóia ou sentimento de culpa. Bola pra frente. Fique com Deus!
PS.: Hoje é o Dia do Índio!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Balanço da semana
É chegado o domingo. Os menos atentos pensam que é o final da semana quando na verdade é o início de mais uma semana... o domingo é de fato o primeiro dia da semana, reservado ao descanso. Antigamente era reservado ao momento de folga, quando era aproveitado para reuniões familiares e o laser. Para mim, o domingo sempre foi um dia nostálgico... quando os pensamentos voam desencontrados, desordenados, apenas penso.
No tempo do exílio educacional, estudante internado em escola fora do domicilio e distante milhares de quilômetros da casa dos meus pais, quando ainda adolescente, o domingo era um misto de coisas e gerava sentimentos dos mais diversos. Acabava preenchendo o dia com qualquer coisa, desde que ajudasse a matar a saudade que sentia de casa. Alguns colegas da escola, moradores dos seus arredores, tinham o privilégio de rever as suas famílias e nós, nordestinos ou de outras cidades mais afastadas de São Paulo, restava a espera das férias para o reecontro familiar.
Na noite do domingo estavam todos de volta e ali marcava mais um início de semana, um recomeço das nossas atividades escolares e a certeza de que estávamos mais perto do dia do nosso retorno.
Hoje, para mim, o domingo já não tem essa mesma cara de saudosismo. Mas, aproveito o dia para fazer um balanço do que foi a semana e planejar o que farei na semana que se inicia. Se ligar a televisão não tem como não se esquecer de que estamos no domingo, a programação tem se repetido ao longos dos últimos anos... sempre a mesma coisa! As mesmas banalidades e derrotas, parece que não muda nada. É como se o mundo fosse feito apenas disso.
Bom, hoje é domingo. Dia no qual engatamos a primeira marcha... a segunda, só amanhã! Sem pressa, só na manha (sem acento mesmo) para fazer um trocadilho.
E a saúde?! Vai muito bem, obrigado. É assim que devo falar sempre, por acreditar que a cada vez que isso for repetido ajuda a mantê-la estável. Aproveito para desejar a todos um bom início de semana. Fique com Deus.
No tempo do exílio educacional, estudante internado em escola fora do domicilio e distante milhares de quilômetros da casa dos meus pais, quando ainda adolescente, o domingo era um misto de coisas e gerava sentimentos dos mais diversos. Acabava preenchendo o dia com qualquer coisa, desde que ajudasse a matar a saudade que sentia de casa. Alguns colegas da escola, moradores dos seus arredores, tinham o privilégio de rever as suas famílias e nós, nordestinos ou de outras cidades mais afastadas de São Paulo, restava a espera das férias para o reecontro familiar.
Na noite do domingo estavam todos de volta e ali marcava mais um início de semana, um recomeço das nossas atividades escolares e a certeza de que estávamos mais perto do dia do nosso retorno.
Hoje, para mim, o domingo já não tem essa mesma cara de saudosismo. Mas, aproveito o dia para fazer um balanço do que foi a semana e planejar o que farei na semana que se inicia. Se ligar a televisão não tem como não se esquecer de que estamos no domingo, a programação tem se repetido ao longos dos últimos anos... sempre a mesma coisa! As mesmas banalidades e derrotas, parece que não muda nada. É como se o mundo fosse feito apenas disso.
Bom, hoje é domingo. Dia no qual engatamos a primeira marcha... a segunda, só amanhã! Sem pressa, só na manha (sem acento mesmo) para fazer um trocadilho.
E a saúde?! Vai muito bem, obrigado. É assim que devo falar sempre, por acreditar que a cada vez que isso for repetido ajuda a mantê-la estável. Aproveito para desejar a todos um bom início de semana. Fique com Deus.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Consulta de Controle
Passei por aqui para dizer que hoje foi a minha primeira consulta deste período chamado "controle" ou "manutenção" ou coisa do tipo... uma consulta tranquilizadora, alimento da esperança de continuar em águas calmas ou vendo o céu de brigadeiro.
Passei pelo exame clínico com louvor e de lá sai com as requisições do médico para fazer os exames laboratoriais e de imagens, dentre eles um ecograma do abdomen total - este é novidade para mim, espero ser aprovado em todos eles! E com a graça e misericórdia de Deus há de ser confirmada a minha permanência na raia dos controlados.
Uma grande corrida cuja linha de chegada não pretendemos atingir tão cedo... uma corrida sem adversários onde o que conta são as nossas ações durante todo o percurso. Será sem dúvida mais um obstáculo a ser superado. Vamos aguardar. Fique com Deus!
Passei pelo exame clínico com louvor e de lá sai com as requisições do médico para fazer os exames laboratoriais e de imagens, dentre eles um ecograma do abdomen total - este é novidade para mim, espero ser aprovado em todos eles! E com a graça e misericórdia de Deus há de ser confirmada a minha permanência na raia dos controlados.
Uma grande corrida cuja linha de chegada não pretendemos atingir tão cedo... uma corrida sem adversários onde o que conta são as nossas ações durante todo o percurso. Será sem dúvida mais um obstáculo a ser superado. Vamos aguardar. Fique com Deus!
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Dia Mundial de Combate ao Câncer
Vendo o jornal local descobri que hoje é o Dia Mundial de Combate ao Câncer... até pouco tempo atrás para mim seria um dia como outro qualquer. Hoje é diferente, ficamos na expectativa de ver notícias dando conta de um novo resultado positivo para este ou aquele tratamento. Esperamos pela descoberta de novas técnicas e novas substâncias com menos efeitos colaterais. Enfim, não deixa de ser uma data que serve para um alerta às pessoas que não estão acometidas desse mal para fazer as suas revisões médicas. O diagnóstico precoce ajuda muito na obtenção de resultados positivos ao tratamento. A visita aos médicos especialistas é uma necessidade do homem e da mulher moderna. Principalmente nós homens que não temos uma política de saúde pública específica como tem as mulheres e pessoas de outras etnias, como negros e índios. Aproveito para os parabéns e aplausos a todos os profissionais de saúde que atuam direntamente na área da oncologia, ressaltando os pesquisadores que estão doando toda a sua vida em busca de encontrar a cura para este grande mal da humanidade. Fique com Deus. |
Desabamentos
Quando me deparei com o diagnóstico do câncer parece que o mundo desabava sobre a minha cabeça. Procurei forças para enfrentar aquela situação, imaginando o que viria pela frente. Hoje, diante das notícias do deslizamento de mais um morro na cidade de Niterói, ocorrida na noite de ontem, soterrando um número ainda desconhecido de pessoas e lendo os depoimentos das que escaparam me dou conta de que ali sim, o mundo desabava de forma literal e aterradora sobre as suas cabeças. Pondo um ponto final na vida de muita gente, levando consigo os seus sonhos e os sonhos dos que sobreviveram a esta tragédia humana.
Olho para mim e percebo que também sou um sobrevivente de um drama que teve início naquela fatídica sexta-feira, setembro de 2008, dia em que recebi o resultado da endoscopia e o prognóstico do médico para o ato cirúrgico. Passado esse tempo todo ainda não recuperei a plenitude da saúde! É certo que estou estabilizado, sem intercorrência alguma que traga preocupação. Posso dizer que estou na fase, como chamamos nós da comunidade, do controle. Esperando a data da próxima consulta, para checar através de exames o nosso estado real - o que está no miolo do organismo.
Ao ver o drama daquelas pessoas, chorando desesperadamente pela vida dos seus parentes que não conseguiram sair a tempo, vejo o quanto sou pequeno quando pensei que o mundo havia caido sobre a minha cabeça. E me revolto quando escuto uma autoridade afirmar que aquelas pessoas poderiam ter evitado a situação... colocando as vítimas como sendo culpadas!
É o mesmo que dizer que sou culpado pelo câncer que contrai no estômago... por ter ingerido tanta coca-cola, por ter ingerido tantos salgadinhos, por não ter ingerido mais alimentos livres de agrotóxicos... e não é bem assim! Muitas coisas acontecem na nossa vida, não temos ingerência sobre tudo que nos cerca e não podemos, muitas vezes, evitar que elas aconteçam. Mas, se acontecerem, paciência. O jeito é encarar de frente, sem temores de dias piores, acreditando sempre na recuperação do que se estamo perdendo naquele momento e recomeçar a jornada. E assim tenho me portado, por acreditar que é uma das alternativas que tenho, a melhor alternativa mesmo.
Peço a Deus pelas pessoas que se foram no Morro do Bumba, peço a Deus pelas pessoas que me caras e queridas e por todos aqueles que me cercam. Pedir é bíblico e sempre lembro de agradecer por tudo aquilo que Ele tem me mostrado, num sinal de que estou vivendo e isso é importante, reconhecer que estamos vivendo e saber fazer de cada momento algo de novo e de positivo para que tenha valido a pena vivê-lo.
Aproveito para agradecer a você que tem acompanhado este blog. E dizer, para aquele que chegou aqui em busca de alguma informação pertinente ao título que foi dado a este diário, que nunca tive a pretensão de desenhar a doença, procuro apenas deixar registrado algumas experiências julgadas por mim interessantes, ao mesmo tempo que faço comentários acerca dos diversos acontecimentos que continuam acontecendo ao meu redor, seja a que distância for. Muitas vezes o blog pode parecer um jornal... a forma que se apresenta a um pode ser diferente para o outro... não importa. Quero apenas mostrar que o câncer não nos incapacita para pensar, refletir e traduzir em palavras escritas os pensamentos que extraimos desses momentos.
O caso das pulseiras coloridas, por exemplo, escrevi algo sobre o tema já há bastante tempo... por entender que poderia ser uma contribuição minha àquelas pessoas que leem estas páginas, julguei importante o tema e, hoje, constato que tinha razão ao ver que o assunto estar em evidência em rede nacional!
Bom, encerro por aqui, da forma tradicional desejando que todos encontrem a paz em Deus, ficando com Deus! Amém.
Olho para mim e percebo que também sou um sobrevivente de um drama que teve início naquela fatídica sexta-feira, setembro de 2008, dia em que recebi o resultado da endoscopia e o prognóstico do médico para o ato cirúrgico. Passado esse tempo todo ainda não recuperei a plenitude da saúde! É certo que estou estabilizado, sem intercorrência alguma que traga preocupação. Posso dizer que estou na fase, como chamamos nós da comunidade, do controle. Esperando a data da próxima consulta, para checar através de exames o nosso estado real - o que está no miolo do organismo.
Ao ver o drama daquelas pessoas, chorando desesperadamente pela vida dos seus parentes que não conseguiram sair a tempo, vejo o quanto sou pequeno quando pensei que o mundo havia caido sobre a minha cabeça. E me revolto quando escuto uma autoridade afirmar que aquelas pessoas poderiam ter evitado a situação... colocando as vítimas como sendo culpadas!
É o mesmo que dizer que sou culpado pelo câncer que contrai no estômago... por ter ingerido tanta coca-cola, por ter ingerido tantos salgadinhos, por não ter ingerido mais alimentos livres de agrotóxicos... e não é bem assim! Muitas coisas acontecem na nossa vida, não temos ingerência sobre tudo que nos cerca e não podemos, muitas vezes, evitar que elas aconteçam. Mas, se acontecerem, paciência. O jeito é encarar de frente, sem temores de dias piores, acreditando sempre na recuperação do que se estamo perdendo naquele momento e recomeçar a jornada. E assim tenho me portado, por acreditar que é uma das alternativas que tenho, a melhor alternativa mesmo.
Peço a Deus pelas pessoas que se foram no Morro do Bumba, peço a Deus pelas pessoas que me caras e queridas e por todos aqueles que me cercam. Pedir é bíblico e sempre lembro de agradecer por tudo aquilo que Ele tem me mostrado, num sinal de que estou vivendo e isso é importante, reconhecer que estamos vivendo e saber fazer de cada momento algo de novo e de positivo para que tenha valido a pena vivê-lo.
Aproveito para agradecer a você que tem acompanhado este blog. E dizer, para aquele que chegou aqui em busca de alguma informação pertinente ao título que foi dado a este diário, que nunca tive a pretensão de desenhar a doença, procuro apenas deixar registrado algumas experiências julgadas por mim interessantes, ao mesmo tempo que faço comentários acerca dos diversos acontecimentos que continuam acontecendo ao meu redor, seja a que distância for. Muitas vezes o blog pode parecer um jornal... a forma que se apresenta a um pode ser diferente para o outro... não importa. Quero apenas mostrar que o câncer não nos incapacita para pensar, refletir e traduzir em palavras escritas os pensamentos que extraimos desses momentos.
O caso das pulseiras coloridas, por exemplo, escrevi algo sobre o tema já há bastante tempo... por entender que poderia ser uma contribuição minha àquelas pessoas que leem estas páginas, julguei importante o tema e, hoje, constato que tinha razão ao ver que o assunto estar em evidência em rede nacional!
Bom, encerro por aqui, da forma tradicional desejando que todos encontrem a paz em Deus, ficando com Deus! Amém.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Cantata da Páscoa
Encerrando a semana da Páscoa, neste domingo, participei de uma cerimônia de batismo nas águas na igreja evangélica, aqui ao lado. Não foi a primeira cerimônia desse gênero que tive a oportunidade de participar, há alguns anos a minha filha Pollyana decidiu também pelo batismo numa igreja evangélica. Na de ontem foram batizados várias pessoas amigas da família e de uma mesma família!
A cerimônia, não bastava ter o seu glamour próprio, ganhou mais brilho ainda com a aprensentação do coral da Igreja com uma Cantata da Páscoa. Este mesmo coral nos presenteou em dezembro último com uma cantata alusiva ao período natalino. Nas duas ocasiões demonstraram afinamento e beleza, emocionando a todos que ali se encontravam.
Ao contrário do que possa parecer e sem querer dar nenhuma justificativa, quero dizer-lhes que não sou "evangélico" - se ter este títuto requer participação e frequência amiúde à igreja. Posso dizer que conheço um pouco do evangelho de Deus, pelas leituras feitas, pelas homilias que já assisti ao longo da minha vida. Por opção e sem nenhum remorso prefiro cultuar o mesmo Deus, que defendem os pastores e padres, comigo mesmo. Claro que escuto muito falar que é necessário ir à casa Dele, que não podemos ficar sozinhos... sim, mas quem disse que preciso de companhia para falar com Ele?! Então, este é um assunto que nem discuto mais! Aliás, nunca quis convencer alguém de que não ir a templos, igrejas, sinagogas ou outras denominações. Vai quem quer e quando quer, assim como eu vou quando tenho vontade de ir. Essa é uma prática do livre arbítrio, e é bíblico!
Aproveitei para registrar em vídeos aqueles momentos sublimes, mais ainda para quem estava sendo batizado, e por isso mesmo merecedor de um registro para futuras recordações. Editei um DVD e presentei para duas pessoas mais próximas a mim e que tiveram seus corpos mergulhados nas águas e a alma lavada para estar com Deus, pelo menos naqueles momentos... pos a impureza humana é contagiante e ao sair daquele mergulho certamente já voltaram ao estágio anterior (talvez com uma bagagem menor de pecados, quiçar permaneçam assim por muito mais tempo). Pequenos gestos como este, de dar atenção ao próximo, vale por duzentas idas a cultos, missas, etc... ou não vale?! Falando como Datena: se eu estiver errado me diga!!
Vou resgatar uma situação ocorrida ontem dentro da igreja que demonstra claramente as nossas falhas... Ao chegar, por não conhecer a casa, perguntei a um cidadão (pessoa madura, cabelos brancos, tipo de pessoa que inspira confiança e perguntei a essa pessoa aonde seria realizada a cerimônia do batismo - afinal eu sabia da necessidade de um tanque ou local semelhante com bastante água e ali eu não estava vendo coisa do tipo. Para meu espanto a pergunta ficou sem respostas, simplesmente ele sugeriu que eu fosse perguntar a duas outras pessoas que conversavam mais a frente de nós, para onde se dirigiu em busca de cumprimentar os amigos, ignorando totalmente a pergunta que lhe foi feita. Pouco depois fiquei sabendo que era ali mesmo, por trás do altar, bastava esse cidadão ter apontado para o fundo do salão, se falar comigo não lhe era interessante! O que posso pensar diante desse fato? As pessoas não gostam de ser "importunadas", "não tem tempo para perder com estranhos" e o pior, parece que estão indo aos templos para "zerar" o "pecadômetro", como se isso fosse possível!
Claro que nem todos agem dessa forma e nem é a maioria das pessoas, mas sempre me deparo com esse tipo na minha frente. Acho que é para testar a minha paciência e tolerância, mas preciso desabafar, quem sabe fazendo isso possa despertar alguém desse sonambulismo patético religioso. Ir a casa de Deus não deve ser um ato de brincadeira, deve ser encarado com seriedade e primar por tudo aquilo que lê, escuta e acima de tudo fala de forma verdadeira e completa, nunca pela metade! Tenho dito, fique com Deus!
A cerimônia, não bastava ter o seu glamour próprio, ganhou mais brilho ainda com a aprensentação do coral da Igreja com uma Cantata da Páscoa. Este mesmo coral nos presenteou em dezembro último com uma cantata alusiva ao período natalino. Nas duas ocasiões demonstraram afinamento e beleza, emocionando a todos que ali se encontravam.
Ao contrário do que possa parecer e sem querer dar nenhuma justificativa, quero dizer-lhes que não sou "evangélico" - se ter este títuto requer participação e frequência amiúde à igreja. Posso dizer que conheço um pouco do evangelho de Deus, pelas leituras feitas, pelas homilias que já assisti ao longo da minha vida. Por opção e sem nenhum remorso prefiro cultuar o mesmo Deus, que defendem os pastores e padres, comigo mesmo. Claro que escuto muito falar que é necessário ir à casa Dele, que não podemos ficar sozinhos... sim, mas quem disse que preciso de companhia para falar com Ele?! Então, este é um assunto que nem discuto mais! Aliás, nunca quis convencer alguém de que não ir a templos, igrejas, sinagogas ou outras denominações. Vai quem quer e quando quer, assim como eu vou quando tenho vontade de ir. Essa é uma prática do livre arbítrio, e é bíblico!
Aproveitei para registrar em vídeos aqueles momentos sublimes, mais ainda para quem estava sendo batizado, e por isso mesmo merecedor de um registro para futuras recordações. Editei um DVD e presentei para duas pessoas mais próximas a mim e que tiveram seus corpos mergulhados nas águas e a alma lavada para estar com Deus, pelo menos naqueles momentos... pos a impureza humana é contagiante e ao sair daquele mergulho certamente já voltaram ao estágio anterior (talvez com uma bagagem menor de pecados, quiçar permaneçam assim por muito mais tempo). Pequenos gestos como este, de dar atenção ao próximo, vale por duzentas idas a cultos, missas, etc... ou não vale?! Falando como Datena: se eu estiver errado me diga!!
Vou resgatar uma situação ocorrida ontem dentro da igreja que demonstra claramente as nossas falhas... Ao chegar, por não conhecer a casa, perguntei a um cidadão (pessoa madura, cabelos brancos, tipo de pessoa que inspira confiança e perguntei a essa pessoa aonde seria realizada a cerimônia do batismo - afinal eu sabia da necessidade de um tanque ou local semelhante com bastante água e ali eu não estava vendo coisa do tipo. Para meu espanto a pergunta ficou sem respostas, simplesmente ele sugeriu que eu fosse perguntar a duas outras pessoas que conversavam mais a frente de nós, para onde se dirigiu em busca de cumprimentar os amigos, ignorando totalmente a pergunta que lhe foi feita. Pouco depois fiquei sabendo que era ali mesmo, por trás do altar, bastava esse cidadão ter apontado para o fundo do salão, se falar comigo não lhe era interessante! O que posso pensar diante desse fato? As pessoas não gostam de ser "importunadas", "não tem tempo para perder com estranhos" e o pior, parece que estão indo aos templos para "zerar" o "pecadômetro", como se isso fosse possível!
Claro que nem todos agem dessa forma e nem é a maioria das pessoas, mas sempre me deparo com esse tipo na minha frente. Acho que é para testar a minha paciência e tolerância, mas preciso desabafar, quem sabe fazendo isso possa despertar alguém desse sonambulismo patético religioso. Ir a casa de Deus não deve ser um ato de brincadeira, deve ser encarado com seriedade e primar por tudo aquilo que lê, escuta e acima de tudo fala de forma verdadeira e completa, nunca pela metade! Tenho dito, fique com Deus!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Primeiro de Abril
Como sempre tenho feito postagens nas datas comemorativas hoje não seria diferente. Relembro para os esquecidos que hoje é o Dia da Mentira ou Dia dos Bobos.
Fui buscar aqui na internet a origem dessa brincadeira de contar uma mentira e destaquei uma das muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos, diz que a brincadeira surgiu na França em decorrência da mudança do calendário ocorrido no começo do século XVI, quando o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera, perdurando as festividades até o dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
No Brasil, essa brincadeira começou no 1º de abril, em Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. Uma brincadeira sem graça mesmo. O períodico "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente... até hoje deve ter gente procurando pelo local do acerto!!!
Bom o fato é que a mentira, mesmo em forma de brincadeira, pode acarretar sérios traumas ou prejuízos para quem a escuta, sem falar que a mentira dita de forma constante é uma das piores falhas de caráter de uma pessoa. Essa pessoa fica desacreditada e constantemente associada a situações desabonadoras.
Graças a Deus que não sofro com essa falha, cresci ouvindo da minha mãe, referindo-se a mim e aos meus irmãos, que "nós podíamos ter todos os defeitos, menos o de ser mentirosos!" Ela dizia isso reafirmando que não dizíamos mentiras nas nossas conversas e nem nas nossas alegações nos prováveis momentos de defesas... acho que foram muitos esses momentos de inquisição!
Uma coisa era certa, com a fama feita de não dizer mentiras, ficava mais fácil participar das brincadeiras do Primeiro de Abril, porquanto não restaria dúvida sobre a peça que planejávamos pregar em alguém... naturalmente, pela falta do costume da mentira nos restava imitar a voz do carteiro anunciada a sua chegada, que dizia: CORRRRREIOOOS! E lá vinha alguém para abrir o portão! Lembrando que naquele tempo o serviço postal funcionava de verdade, parece uma mentira se compararmos aos nossos dias, não é mesmo?!
Que tal pensarmos em alguns fatos do passado que anunciados hoje, em forma de manchete, seria uma grande mentira? A partir de agora...
- Podemos ficar sentados nas cadeiras nas nossas calçadas!
- Abriremos os nossos portões sem receio de sermos assaltados!
- Mergulharemos nos rios sem risco de contaminação!
- As novelas não terão mais mulheres vilãs, tampouco crianças fazendo papel de malvada!
- Os programas de televisão não exibirão cenas de violência!
Ah! que saudades de voltar ao tempo de poder contar uma mentirinha boba, anunciar a chegada do leiturista da água ou da energia, cobrar uma dívida inexistente ou dizer que a calça do amigo estar rasgada...
Hoje posso mandar uma mensagem eletrônica para um amigo dizendo tratar-se de um vírus... mas, não teria graça alguma, afinal eu não veria a sua reação em tempo real. Então fico aqui no saudosismo mesmo, sem nenhuma mentira para contar, porque não tem ninguém para ouvir! Choquei você?! É brincadeira, primeiiiirooo de abril!!! As pessoas eu tenho, faltam apenas as mentiras!!! Será outra brincadeira?! Uma coisa é certa e séria, quero que agora que você fique com Deus! E é verdade!
Fui buscar aqui na internet a origem dessa brincadeira de contar uma mentira e destaquei uma das muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos, diz que a brincadeira surgiu na França em decorrência da mudança do calendário ocorrido no começo do século XVI, quando o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera, perdurando as festividades até o dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
No Brasil, essa brincadeira começou no 1º de abril, em Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. Uma brincadeira sem graça mesmo. O períodico "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente... até hoje deve ter gente procurando pelo local do acerto!!!
Bom o fato é que a mentira, mesmo em forma de brincadeira, pode acarretar sérios traumas ou prejuízos para quem a escuta, sem falar que a mentira dita de forma constante é uma das piores falhas de caráter de uma pessoa. Essa pessoa fica desacreditada e constantemente associada a situações desabonadoras.
Graças a Deus que não sofro com essa falha, cresci ouvindo da minha mãe, referindo-se a mim e aos meus irmãos, que "nós podíamos ter todos os defeitos, menos o de ser mentirosos!" Ela dizia isso reafirmando que não dizíamos mentiras nas nossas conversas e nem nas nossas alegações nos prováveis momentos de defesas... acho que foram muitos esses momentos de inquisição!
Uma coisa era certa, com a fama feita de não dizer mentiras, ficava mais fácil participar das brincadeiras do Primeiro de Abril, porquanto não restaria dúvida sobre a peça que planejávamos pregar em alguém... naturalmente, pela falta do costume da mentira nos restava imitar a voz do carteiro anunciada a sua chegada, que dizia: CORRRRREIOOOS! E lá vinha alguém para abrir o portão! Lembrando que naquele tempo o serviço postal funcionava de verdade, parece uma mentira se compararmos aos nossos dias, não é mesmo?!
Que tal pensarmos em alguns fatos do passado que anunciados hoje, em forma de manchete, seria uma grande mentira? A partir de agora...
- Podemos ficar sentados nas cadeiras nas nossas calçadas!
- Abriremos os nossos portões sem receio de sermos assaltados!
- Mergulharemos nos rios sem risco de contaminação!
- As novelas não terão mais mulheres vilãs, tampouco crianças fazendo papel de malvada!
- Os programas de televisão não exibirão cenas de violência!
Ah! que saudades de voltar ao tempo de poder contar uma mentirinha boba, anunciar a chegada do leiturista da água ou da energia, cobrar uma dívida inexistente ou dizer que a calça do amigo estar rasgada...
Hoje posso mandar uma mensagem eletrônica para um amigo dizendo tratar-se de um vírus... mas, não teria graça alguma, afinal eu não veria a sua reação em tempo real. Então fico aqui no saudosismo mesmo, sem nenhuma mentira para contar, porque não tem ninguém para ouvir! Choquei você?! É brincadeira, primeiiiirooo de abril!!! As pessoas eu tenho, faltam apenas as mentiras!!! Será outra brincadeira?! Uma coisa é certa e séria, quero que agora que você fique com Deus! E é verdade!

