Ontem durante a minha postagem, início da noite, eu estava incomodado com dor forte na região do abdomen... doía quando respirava, doía quando andava ao ponto de ter o corpo inclinado na tentativa de aliviar a dor. Tomei um comprimido de Tramal, receitado para estas situações de dores intensas. Esperei o alívio com o passar do tempo, e nada! A dor persistia. Parecia que iria repetir a situação da semana passada que acabei a noite sendo socorrido pelo SAMU e encaminhado para um Hospital para ser medicado.
Não conseguia dormir. Então fiz uma oração, com tanta fé, pedindo a Jesus Cristo que aliviasse a minha dor. Pedi também diretamente ao nosso Pai Celestial. "Meu Deus alivia a minha dor, Jesus Cristo alivia a minha dor" foram estas as palavras que dirigi pensando no Divino Espírito Santo. Como por milagre, de imediato a dor sumiu! Nenhum incômodo mais me afligiu durante a noite. Agradeci pelo atendimento e cá estou dando meu depoimento do ocorrido. Com certeza vou ter oportunidade para dar o testemunho maior da minha cura total!
Hoje é segunda-feira, início da semana que precede a semana do terceiro ciclo de quimioterapia. Serão cinco sessões diárias, como foram as duas primeiras. Queria tanto que esta semana fosse de quinze dias... Ainda estou com as sequelas do último ciclo, fraqueza nas pernas e nos braços. Mas, resistindo na graça de Deus! Creio com muita esperança que será o último ciclo!
Confesso que estou sendo tentado a solicitar o adiamento desse ciclo. Mas, tem dois lados a serem considerados. O primeiro é ver logo encerrado o tratamento e passar o final de ano com todos os efeitos colaterais conhecidos e até a possibilidade de outros mais. O segundo é transferir, jogar de barriga pra frente. E isso eu não gosto! Estou numa dúvida cruel.
Por favor, ajudem-me a decidir postando seu comentário.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Um dia diferente
Amanheci o dia num apartamento à beira-mar, pela janela entraram os primeiros raios de sol. Levantei cedo, como de costume, e passei a admirar aquela paisagem. Não foi a primeira vez que tive a oportunidade de amanhecer o dia numa praia, mas hoje parecia especial. Voltei para a cama, apenas para descansar as pernas que nestes últimos dias tem demonstrado fraqueza. O pensamento continuava no dia lindo que estava nascendo, era preciso aproveitá-lo de qualquer maneira.
Depois do café tomado e de ver meu programa predileto na TV - as novidades no ramo automobilístico - resolvemos sair de carro pela orla, visto que não posso abusar do sol, principalmente por que meus lábios ainda não estão cicatrizados das aftas. Falta muito pouco para eles ficarem novinhos em folha.
De repente percebi que estávamos bem próximos da área de lazer do meu sindicato, na Praia do Poço, o SINDSPREV/PB. Chegando lá encontramos o portão fechado para a entrada do carro, mas o pessoal do bar estava a postos arrumando as mesas para a recepção das pessoas. Fomos os primeiros a chegar, como sou de casa não tive nenhum problema para entrar e procurar acomodações.
Novamente estava de frente para o mar. Recebendo a brisa. O tempo parecia querer mudar e nuvens de chuva surgiram no horizonte. A chuva estava se preparando para cair. Logo deu para notar que as precipitações pluviométricas estavam ocorrendo no alto-mar.
Um dia realmente diferente. Esqueci um pouco da realidade para acreditar que estava sendo presenteado com aquele momento, com a certeza de que voltarei ali diversas outras vezes.
Depois do café tomado e de ver meu programa predileto na TV - as novidades no ramo automobilístico - resolvemos sair de carro pela orla, visto que não posso abusar do sol, principalmente por que meus lábios ainda não estão cicatrizados das aftas. Falta muito pouco para eles ficarem novinhos em folha.
De repente percebi que estávamos bem próximos da área de lazer do meu sindicato, na Praia do Poço, o SINDSPREV/PB. Chegando lá encontramos o portão fechado para a entrada do carro, mas o pessoal do bar estava a postos arrumando as mesas para a recepção das pessoas. Fomos os primeiros a chegar, como sou de casa não tive nenhum problema para entrar e procurar acomodações.
Novamente estava de frente para o mar. Recebendo a brisa. O tempo parecia querer mudar e nuvens de chuva surgiram no horizonte. A chuva estava se preparando para cair. Logo deu para notar que as precipitações pluviométricas estavam ocorrendo no alto-mar.
Um dia realmente diferente. Esqueci um pouco da realidade para acreditar que estava sendo presenteado com aquele momento, com a certeza de que voltarei ali diversas outras vezes.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Reformando o Ser
Quinta-feira foi a minha última postagem. A fraqueza física não me permitiu fazer uma postagem no dia de ontem. Estava com as taxas de hemograma muito baixas e com a aplicação de uma medicação, que por ética, não a citarei, elevou de uma vez todas as taxas, isso com apenas três doses. Essa oscilação deixa qualquer pessoa tonta.
Graças a Deus, a febre desapareceu. As aftas da boca, mais concentradas nos lábios inferiores, também estão cedendo aos remédios, isso permite abrir mais a boca, literalmente! A comida desce com mais facilidade, porém, devo lembrar que fiz retirada de 90% do estômago, portanto, deve descer pouco alimento de uma vez. Tem sido como criança, alimentação de três em três horas.
Hoje, percebi que estou passando por uma verdadeira reforma, uma espécie de reconstrução do ser, da pessoa e do espírito. Uma outra pessoa renasce em mim nesses últimos três meses. Creio na cura certa, o que está ocorrendo é um investimento de Cristo, e todo investimento requer retorno. Isso se dará nas novas ações que estão sendo preparadas nesses dias todos. Um novo ser nasce em mim a cada dia, mais paciente, mais junto às pessoas, mais crente nas coisas divinas, mais justo, mais tolerante e paciente.
É com esta visão que tenho encontrado forças para encontrar, nas minhas reflexões, as razões de estar passando por todas essas coisas, por todas essas mudanças. Olho-me no espelho e só vejo pele e osso, aonde antes tinha um pouquinho de carne, uma barriga cheia de gorduras. O rosto desfigurado, liso desprovido de uma barba de décadas, olhos fundos, cabeça mal-traçada pela falta da cabeleira cheia que começava a ficar grisalha. Não lamento ao me ver assim, apenas constato que tem alguma razão de "estar assim"... se era para morrer agora, acho que Deus já teria me levado na mesa de cirurgia ou antes mesmo. Afinal, Ele não precisa de motivos para nos resgatar daqui. Sei que Ele ainda me quer aqui, mas precisava me "reformatar" e este processo de mudança requer seu tempo e preparo, não pode ser de uma hora para outra.
Não tenho demonstrado resistência a esta reforma que está ocorrendo, estou aceitando plenamente. As pessoas que estão comigo, não escutam blasfêmias, nem reclamação de qualquer natureza, nem mesmo em pensamento ouso reclamar. Ao contrário tenho agradecido constantemente a Deus, acreditando na sua misericórida. Crendo em Jesus Cristo como fiel defensor e protetor.
Encontro forças ao saber das orações e dos recadinhos das crianças alunas de Jack, desejando a minha cura. Emociona saber que meu sobrinho, uma criança ainda, participou de uma procissão centenar, acompanhando todo o cortejo, por mais de 14 km, e na primeira parada para fazer pedidos - de frente a imagem da Nossa Senhora da Penha - abdica de pedir uma casa própria para os seus pais em favor de um único pedido: a cura do seu tio Edson! Isso mais que emociona, deixa uma certeza de que a cura está sendo operada! Neste momento agradeço ao Arthur pelo seu gesto de carinho, de amor puro e verdadeiro, já declarado vezes anteriores e por mim reconhecido.
Muito obrigado aos obreiros dessa reforma pela qual estou passando. Nada peço para alterar fisicamente, podem devolver a mesma aparência física, com as mesmas orelhas de abano, com o mesmo sinal na cabeça. Mas, certamente o reflexo dessa obra acabada será muito mais resplandescente, mais positiva para mim e para todos que me cercam.
Sinto-me como se eu fosse o Lata-Velha, ou o Lar Doce Lar, a diferença é que não tenho que pagar mico para me ter de volta reformado e renovado espiritualmente. Muito obrigado ao meu Deus criador por estar consertando essa lata velha!
Graças a Deus, a febre desapareceu. As aftas da boca, mais concentradas nos lábios inferiores, também estão cedendo aos remédios, isso permite abrir mais a boca, literalmente! A comida desce com mais facilidade, porém, devo lembrar que fiz retirada de 90% do estômago, portanto, deve descer pouco alimento de uma vez. Tem sido como criança, alimentação de três em três horas.
Hoje, percebi que estou passando por uma verdadeira reforma, uma espécie de reconstrução do ser, da pessoa e do espírito. Uma outra pessoa renasce em mim nesses últimos três meses. Creio na cura certa, o que está ocorrendo é um investimento de Cristo, e todo investimento requer retorno. Isso se dará nas novas ações que estão sendo preparadas nesses dias todos. Um novo ser nasce em mim a cada dia, mais paciente, mais junto às pessoas, mais crente nas coisas divinas, mais justo, mais tolerante e paciente.
É com esta visão que tenho encontrado forças para encontrar, nas minhas reflexões, as razões de estar passando por todas essas coisas, por todas essas mudanças. Olho-me no espelho e só vejo pele e osso, aonde antes tinha um pouquinho de carne, uma barriga cheia de gorduras. O rosto desfigurado, liso desprovido de uma barba de décadas, olhos fundos, cabeça mal-traçada pela falta da cabeleira cheia que começava a ficar grisalha. Não lamento ao me ver assim, apenas constato que tem alguma razão de "estar assim"... se era para morrer agora, acho que Deus já teria me levado na mesa de cirurgia ou antes mesmo. Afinal, Ele não precisa de motivos para nos resgatar daqui. Sei que Ele ainda me quer aqui, mas precisava me "reformatar" e este processo de mudança requer seu tempo e preparo, não pode ser de uma hora para outra.
Não tenho demonstrado resistência a esta reforma que está ocorrendo, estou aceitando plenamente. As pessoas que estão comigo, não escutam blasfêmias, nem reclamação de qualquer natureza, nem mesmo em pensamento ouso reclamar. Ao contrário tenho agradecido constantemente a Deus, acreditando na sua misericórida. Crendo em Jesus Cristo como fiel defensor e protetor.
Encontro forças ao saber das orações e dos recadinhos das crianças alunas de Jack, desejando a minha cura. Emociona saber que meu sobrinho, uma criança ainda, participou de uma procissão centenar, acompanhando todo o cortejo, por mais de 14 km, e na primeira parada para fazer pedidos - de frente a imagem da Nossa Senhora da Penha - abdica de pedir uma casa própria para os seus pais em favor de um único pedido: a cura do seu tio Edson! Isso mais que emociona, deixa uma certeza de que a cura está sendo operada! Neste momento agradeço ao Arthur pelo seu gesto de carinho, de amor puro e verdadeiro, já declarado vezes anteriores e por mim reconhecido.
Muito obrigado aos obreiros dessa reforma pela qual estou passando. Nada peço para alterar fisicamente, podem devolver a mesma aparência física, com as mesmas orelhas de abano, com o mesmo sinal na cabeça. Mas, certamente o reflexo dessa obra acabada será muito mais resplandescente, mais positiva para mim e para todos que me cercam.
Sinto-me como se eu fosse o Lata-Velha, ou o Lar Doce Lar, a diferença é que não tenho que pagar mico para me ter de volta reformado e renovado espiritualmente. Muito obrigado ao meu Deus criador por estar consertando essa lata velha!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Piquizeiro
Hoje resolvi descontrair de vez, acho que é para superar a minha situação atual de baixa imunidade. Tomei a segunda injeção na barriga, não dói nada. Mas tem que ser aplicada na Clínica... é para levantar as taxas que estão críticas! Deus é grande, e só Ele sabe das coisas.
Como disse o clima é para zoar, brincar e levantar o astral. Postei quatro vídeos no youtube, todos relacionados a uma viagem que fizemos para Teresina, e de lá fomos para a fazenda dos meus primos, no interior do estado do Maranhão. A fazenda existe antes mesmo do meu nascimento e continua lá, com algumas modificações. A casa principal continua a mesma coisa de quando eu ia passar as férias, quando criança. Desses quatro videos apenas consegui postar aqui no blog os dois últimos que aparecem na seção de vídeos.
Considero aquele lugar um paraiso. Muita tranquilidade, muito verde, terra do côco babaçu, carnaúba, buriti. Meus primos sabem o quanto amo aquelas terras. Bem que podia ser mais perto daqui! Ainda criam algumas cabeças de gado e ovelhas. Neste ano fui lá duas vezes, uma grande alegria para todos. Só folia, nada que estragasse aqueles momentos de alegria, reencontros dos parentes distantes.
Fomos em comboio, nas duas vezes, com Werton e família e o Jesus, irmão do Werton, que ama de paixão todo o estado do Piaui e sonha diariamente com outra viagem... afinal a mãe deles está morando em Teresina.
Voltando a falar do Piquizeiro, recordo-me das férias que ali passei. Meus tios sempre tiveram a casa cheia, além dos seus filhos naturais, cerca de oito, adotaram outros sete, filhos de um irmão do meu tio. Tinha mais gente ainda. Só dava para contar pelos pratos preparados. Adoro cada membro dessa família. Minha tia Catarina, é a matriarca, completou 82 anos e eu estava lá cantando os parabéns!!! Uma bênção de Deus. Foi no dia 08 de julho.
Nas férias, era só alegria. Não sabia do que brincarmos, tantas eram as opções. Meus primos mais velhos tratavam de encher os potes da casa com a água do riacho que ficava há mais de 300 metros. Duas latas nas costas de cada vez, não é brinquedo. Quando eu tentava... não conseguia nem equilibrar o cambito nos ombros... as pernas amoleciam e tudo ia para o chão. Era coisa para gente grande... e eu ainda era pequeno! Mas, acompanhava aquele trabalho com atenção... ajudava a coar a água antes de despejá-la nos potes. Ai de quem metesse a caneca no pote... tinha que ser com a cuia de cabo. E todos éramos saudáveis, tempo diferente do atual!
Falar daquele lugar dá um livro. Vou parar por aqui mesmo. Faz parte das minhas lembranças antes da quimio. É o propósito deste blog.
Aroveito para mandar beijos para a minha tia Catarina, tia Do Carmo, tio Antônio, tia Patrícia e demais tios, além de todos os meus primos que moram em Teresina. Em especial, César, Paulo, Edson, Olimar, Ozanam, Zé Leite, Assis, Socorro, Lúcia, enfim aqueles que fazem parte da minha grande família (os nomes não estão em ordem de preferência).
Como disse o clima é para zoar, brincar e levantar o astral. Postei quatro vídeos no youtube, todos relacionados a uma viagem que fizemos para Teresina, e de lá fomos para a fazenda dos meus primos, no interior do estado do Maranhão. A fazenda existe antes mesmo do meu nascimento e continua lá, com algumas modificações. A casa principal continua a mesma coisa de quando eu ia passar as férias, quando criança. Desses quatro videos apenas consegui postar aqui no blog os dois últimos que aparecem na seção de vídeos.
Considero aquele lugar um paraiso. Muita tranquilidade, muito verde, terra do côco babaçu, carnaúba, buriti. Meus primos sabem o quanto amo aquelas terras. Bem que podia ser mais perto daqui! Ainda criam algumas cabeças de gado e ovelhas. Neste ano fui lá duas vezes, uma grande alegria para todos. Só folia, nada que estragasse aqueles momentos de alegria, reencontros dos parentes distantes.
Fomos em comboio, nas duas vezes, com Werton e família e o Jesus, irmão do Werton, que ama de paixão todo o estado do Piaui e sonha diariamente com outra viagem... afinal a mãe deles está morando em Teresina.
Voltando a falar do Piquizeiro, recordo-me das férias que ali passei. Meus tios sempre tiveram a casa cheia, além dos seus filhos naturais, cerca de oito, adotaram outros sete, filhos de um irmão do meu tio. Tinha mais gente ainda. Só dava para contar pelos pratos preparados. Adoro cada membro dessa família. Minha tia Catarina, é a matriarca, completou 82 anos e eu estava lá cantando os parabéns!!! Uma bênção de Deus. Foi no dia 08 de julho.
Nas férias, era só alegria. Não sabia do que brincarmos, tantas eram as opções. Meus primos mais velhos tratavam de encher os potes da casa com a água do riacho que ficava há mais de 300 metros. Duas latas nas costas de cada vez, não é brinquedo. Quando eu tentava... não conseguia nem equilibrar o cambito nos ombros... as pernas amoleciam e tudo ia para o chão. Era coisa para gente grande... e eu ainda era pequeno! Mas, acompanhava aquele trabalho com atenção... ajudava a coar a água antes de despejá-la nos potes. Ai de quem metesse a caneca no pote... tinha que ser com a cuia de cabo. E todos éramos saudáveis, tempo diferente do atual!
Falar daquele lugar dá um livro. Vou parar por aqui mesmo. Faz parte das minhas lembranças antes da quimio. É o propósito deste blog.
Aroveito para mandar beijos para a minha tia Catarina, tia Do Carmo, tio Antônio, tia Patrícia e demais tios, além de todos os meus primos que moram em Teresina. Em especial, César, Paulo, Edson, Olimar, Ozanam, Zé Leite, Assis, Socorro, Lúcia, enfim aqueles que fazem parte da minha grande família (os nomes não estão em ordem de preferência).
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Segundo Ciclo
Veio o tempo do segundo ciclo, também de cinco sessões, diariamente. Desta vez iniciamos numa segunda-feira. O primeiro dia foi o mais longo, a medicação demorou cerca de cinco horas... já passava das 15 horas e ainda estávamos lá na Clínica. O médico ainda quis falar comigo e encaminhou-me para a nutricionista da casa para indicar dieta, visto que eu estava perdendo peso.
Desta vez a quimio, que já tinha levado meus cabelos e barba ficou pensando em outros efeitos colaterais... resolveu atacar a minha boca! No primeiro, era só a falta de sabor da comida. Desta vez ela veio em fogo, uma afta abaixo da língua - que logo foi embora, mas tadinho do meu lábio inferior... ainda hoje não voltou ao normal! Estourou todo o lábio inferior. Tenho usado medicamentos, um ingerindo após bocejo e o outro é um creme. O intestino também sido atacado, mas é forte e está resistindo bem, apesar de provocar a fissura que estava adormecida...
O agravante deste segundo ciclo é que foi constatado baixa imunidade, que está sendo tratada, hoje foi a primeira dose, de uma série de cinco injeções na barriga. É preciso está tudo em ordem até o dia 14 próximo, quando repetirei a bateria de exames de sangue que norteiam o médico a continuar ou adiar o ciclo. Claro que é melhor fazer logo, não podemos fugir do inevitável!
O importante de tudo isso é saber que é um processo que não pedimos, mas está acontecendo e tem as suas razões de ser.
Hoje, na Clínica, provoquei a leitura desse blog a uma paciente. Ela leu - lá tem dois micros na sala de espera conectado à internet - e veio falar comigo. Encorajou-me a continuar e deu seu testemunho. Conversamos bastante, troca de experiência é salutar. Um apoiando o outro! Com a graça de Jesus Cristo! Amém!
Desta vez a quimio, que já tinha levado meus cabelos e barba ficou pensando em outros efeitos colaterais... resolveu atacar a minha boca! No primeiro, era só a falta de sabor da comida. Desta vez ela veio em fogo, uma afta abaixo da língua - que logo foi embora, mas tadinho do meu lábio inferior... ainda hoje não voltou ao normal! Estourou todo o lábio inferior. Tenho usado medicamentos, um ingerindo após bocejo e o outro é um creme. O intestino também sido atacado, mas é forte e está resistindo bem, apesar de provocar a fissura que estava adormecida...
O agravante deste segundo ciclo é que foi constatado baixa imunidade, que está sendo tratada, hoje foi a primeira dose, de uma série de cinco injeções na barriga. É preciso está tudo em ordem até o dia 14 próximo, quando repetirei a bateria de exames de sangue que norteiam o médico a continuar ou adiar o ciclo. Claro que é melhor fazer logo, não podemos fugir do inevitável!
O importante de tudo isso é saber que é um processo que não pedimos, mas está acontecendo e tem as suas razões de ser.
Hoje, na Clínica, provoquei a leitura desse blog a uma paciente. Ela leu - lá tem dois micros na sala de espera conectado à internet - e veio falar comigo. Encorajou-me a continuar e deu seu testemunho. Conversamos bastante, troca de experiência é salutar. Um apoiando o outro! Com a graça de Jesus Cristo! Amém!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Quimioterapia II
Estou de volta para iniciar os relatos sobre as sessões de quimioterapia. Não pretendo falar de sofrimento, apenas com o tom da verdade, para que pessoas que estão para iniciar, ou já iniciaram esse tratamento, poder avaliar, comparar - apesar de que cada caso é um caso, no dito popular. Para as pessoas que irão acompanhar ou estão acompanhando pacientes nas mesmas condições que eu. Não pretendo, em nenhum momento fazer as pessoas temerem, ao contrário, devem encarar de frente, sempre com o pensamento na cura.
Ainda na clínica de oncologia, o médico falou de como seria o tratamento. Ciclos de três sessões diárias durante toda uma semana, porém espaçadas entre si. Todos os ciclos devem iniciar, preferencialmente, numa segunda-feira. No meu caso não foi possível iniciar na segunda-feira, iniciamos numa terça-feira e as doses, então, foram acrescidas, naturalmente, em cada um dos dias da semana. O espaçamento entre cada ciclo é de 28 (vinte e oito) dias, contados sempre do início do ciclo anterior. Iniciei o primeiro ciclo no dia 21 de outubro.
Graças a Deus tenho acesso a plano de saúde que cobre parte do tratamento. Chegamos na clínica por volta das oito horas da manhã, e ficamos esperando a nossa vez, já que o atendimento é por ordem de chegada. Na minha hora, fomos, eu, minha esposa Jack, minha irmã Socorro e a minha filha Priscila, encaminhados para um apartamento.
Bem acomodados, não demorou para a entrada da enfermeira com bolsas plásticas contendo em alguma, soro e em outras a pré-medicação, e em outra a medicação em si. São aplicada na veia nessa ordem. E demorou cerca de três horas para concluir a aplicação no meu organismo.
Pronto, a partir dali conscientizei-me dos efeitos colaterais possíveis: queda de cabelos, enjôos, vômitos, depressão, diarréia, aftas na boca, e tantos outros efeitos desagradáveis - pensando na rotina que até então não contemplava essas possibilidades.
Procurei encher meus pensamentos de coisa boas, muita oração e fé em Deus, ao longo de todos esses dias. Aquela semana foi crucial, perda de apetite, o sabor da comida desapareceu. Não tinha a mínima vontade de ingerir algo sem sabor algum. Ao término da semana, sabia que era o início dos efeitos mais apurados.
Não tive enjôos, nem vômitos, mas a queda de cabelo, e da barba - de mais de 26 anos, foi inevitável. Menos mal, logo mais estarão de volta! Com a perda do apetite, porém, veio a fraqueza física, com queda de pressão, que me levou a um hospital no domingo da segunda semana. Dez dias de efeitos colateriais, com mal estar constante. Irritação descontrolada.
Mas superei. Logo após, voltei a dirigir e passamos a aguardar pelo segundo ciclo, marcado para o período de 17 a 21.11.
Ainda na clínica de oncologia, o médico falou de como seria o tratamento. Ciclos de três sessões diárias durante toda uma semana, porém espaçadas entre si. Todos os ciclos devem iniciar, preferencialmente, numa segunda-feira. No meu caso não foi possível iniciar na segunda-feira, iniciamos numa terça-feira e as doses, então, foram acrescidas, naturalmente, em cada um dos dias da semana. O espaçamento entre cada ciclo é de 28 (vinte e oito) dias, contados sempre do início do ciclo anterior. Iniciei o primeiro ciclo no dia 21 de outubro.
Graças a Deus tenho acesso a plano de saúde que cobre parte do tratamento. Chegamos na clínica por volta das oito horas da manhã, e ficamos esperando a nossa vez, já que o atendimento é por ordem de chegada. Na minha hora, fomos, eu, minha esposa Jack, minha irmã Socorro e a minha filha Priscila, encaminhados para um apartamento.
Bem acomodados, não demorou para a entrada da enfermeira com bolsas plásticas contendo em alguma, soro e em outras a pré-medicação, e em outra a medicação em si. São aplicada na veia nessa ordem. E demorou cerca de três horas para concluir a aplicação no meu organismo.
Pronto, a partir dali conscientizei-me dos efeitos colaterais possíveis: queda de cabelos, enjôos, vômitos, depressão, diarréia, aftas na boca, e tantos outros efeitos desagradáveis - pensando na rotina que até então não contemplava essas possibilidades.
Procurei encher meus pensamentos de coisa boas, muita oração e fé em Deus, ao longo de todos esses dias. Aquela semana foi crucial, perda de apetite, o sabor da comida desapareceu. Não tinha a mínima vontade de ingerir algo sem sabor algum. Ao término da semana, sabia que era o início dos efeitos mais apurados.
Não tive enjôos, nem vômitos, mas a queda de cabelo, e da barba - de mais de 26 anos, foi inevitável. Menos mal, logo mais estarão de volta! Com a perda do apetite, porém, veio a fraqueza física, com queda de pressão, que me levou a um hospital no domingo da segunda semana. Dez dias de efeitos colateriais, com mal estar constante. Irritação descontrolada.
Mas superei. Logo após, voltei a dirigir e passamos a aguardar pelo segundo ciclo, marcado para o período de 17 a 21.11.